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PD&I
O PD&I é o Programa de Pesquisa de Desenvolvimento e Inovação em Saúde Digital iniciado através de um convênio entre a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) e Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) que tem como objeto a realização de provas de conceito ao longo de 36 meses para quatro iniciativas de Telessaúde: AME + Digital, TeleAPS, TeleSAP e TeleUTI. O propósito é que essas iniciativas sejam instrumentos de pesquisa observacional em menor escala nos três níveis de atenção à saúde para coleta de dados e informações que permitirão avaliar as hipóteses do projeto de pesquisa que trata as soluções em Saúde Digital como processos mais eficientes e de qualidade superior para serviços de saúde pública do Estado de São Paulo.
Os tipos de Saúde Digital atualmente oferecidos em iniciativas do Estado de São Paulo são:
AME + Digital
É uma iniciativa, pioneira no Estado como unidade 100% remota, que visa ampliação no acesso ao atendimento especializado. Através de teleconsultas, teleinterconsultas e teleconsultorias, será possível suprir as carências de médicos especialistas de diferentes especialidades, o que reduzirá as filas e garantirá um atendimento equitativo e de qualidade.
TeleAPS
A iniciativa TeleAPS utiliza teleatendimentos para ampliar o acesso à saúde. As teleconsultas são realizadas por profissionais médicos localizados em centros de referência, que atendem pacientes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) onde estes profissionais são inexistentes na equipe ou a estratégia de saúde da família precisa de fortalecimento para aumentar resolutividade no nível de atenção primário de atendimento.
Inicialmente os teleatendimentos ocorrem nas próprias UBSs, utilizando a infraestrutura tecnológica e os profissionais da unidade para apoiar na orientação e cuidado aos pacientes. Com o intuito de atender a necessidade de pacientes que enfrentam dificuldades de acesso aos serviços tradicionais, será implantado o atendimento domiciliar digital, que consiste em um dispositivo móvel (tablet) que será levado ao domicílio do paciente por profissionais da própria UBS, garantindo um atendimento eficaz independente de barreiras geográficas.
TeleSAP
Por meio de teleconsultas, teleinterconsultas e teleconsultorias de profissionais médicos localizados no HCFMUSP, a população privada de liberdade é assistida na ampliação do acesso à saúde, dentro das unidades prisionais (UPs) onde estes profissionais são inexistentes na equipe. Por meio de dispositivos médicos portáteis, são oferecidos exames in loco que contribuem com uma triagem aprimorada dos pacientes e a redução da necessidade de deslocamentos para atendimentos fora das UPs.
TeleUTI
O modelo de TeleUTI oferece suporte remoto a equipes multiprofissionais que atuam em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e em atendimentos nos casos de suspeita de acidente vascular cerebral (AVC). Por meio de teleinterconsultas, especialistas em terapia intensiva e neurologia, localizados no HCFMUSP, colaboram com equipes multiprofissionais em UTIs de hospitais distantes e unidades de atendimento à suspeita de AVC, fornecendo orientações, discutindo casos clínicos e compartilhando conhecimento especializado, através de interações realizadas por meio de plataformas digitais que garantem a segurança e confidencialidade das informações compartilhadas.
Capacitações
Em paralelo aos teleatendimentos, o programa oferece, nas quatro iniciativas, capacitação síncrona, assíncrona e in loco aos profissionais de saúde. Essas capacitações são essenciais para o avanço na área da saúde digital. Inicialmente são oferecidas formações em telessaúde e protocolos clínicos e assistenciais. Os protocolos foram meticulosamente estruturados para educar profissionais de saúde nas tecnologias mais recentes ao mesmo tempo que integra as práticas de casos clínicos relevantes no contexto global.
As capacitações, sendo síncronas, assíncronas ou in loco, são voltadas aos profissionais das unidades participantes do programa, seja UBS, AME, UP ou UTI. Na modalidade síncrona, as aulas são exibidas em uma plataforma de educação à distância, ministradas ao vivo, podendo ser gravadas mediante autorização dos participantes para acesso remoto posterior. Nas capacitações assíncronas, as aulas gravadas ficam disponíveis para acesso em plataforma de educação à distância, onde os participantes têm um período de três meses para finalizar o curso após a disponibilização de acesso. A capacitação in loco acontece nas unidades participantes do programa, com a equipe de implantação dos modelos. Os temas das capacitações são sempre definidos previamente, pensando nas necessidades identificadas em cada unidade de atendimento. Em todas as capacitações é cobrada assiduidade dos participantes e há uma avaliação de satisfação. Na modalidade assíncrona, há também uma avaliação do aluno, que deve obter aproveitamento de 70% para obter o certificado de conclusão.
Operação
Em primeiro de abril de 2024, foi dado o início da operação dos modelos de Telessaúde do PD&I.
Para mais informações acesse o Portal NIES (Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde):
https://nies.saude.sp.gov.br/ses